SEJA UM VASO DE HONRA NO SERVIÇO AO REINO | Ministério Graça sobre Graça

 

  SEJA UM VASO DE HONRA NO SERVIÇO AO REINO

SEJA UM VASO DE HONRA NO SERVIÇO AO REINO

Por Cristiano França

 

"Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra." (2ª Timóteo 2:20-21)

 

Há um chamado muito importante que todos os filhos de Deus devem estar muito atentos para cumpri-lo à risca, a saber, nos apresentarmos a Deus aprovados. Vejamos a seguir o contexto da passagem bíblica acima:

 

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2ª Timóteo 2:15)

 

É nosso papel a busca por estarmos sempre aprovados diante de Deus no que tange à realização do Seu serviço. E como podemos ver claramente no versículo que acabei de citar, esta aprovação passa, necessariamente, pela capacidade de manejarmos bem a Palavra da Graça de Deus. Não é por acaso que em nosso Ministério há uma insistência na valorização do estudo bíblico profundo e sem meias-palavras. Alguns até nos taxam de “radicais” devido ao nosso posicionamento rigoroso em relação à pregação da Graça, mas, ao contrário do que os opositores pensam, eu não me ofendo com este “rótulo” que eles nos impõem. Ao contrário, pois ser radical é o mesmo que ser da raiz. E é exatamente o que considero que nós, no MIGG, somos. Afinal, nós não exercemos nenhum rudimento da Lei de Moisés — como muitos fazem, até mesmo alguns líderes que dizem “pregar a Graça” — e nem trouxemos para o bojo do genuíno Evangelho ideias e práticas heréticas que não são necessariamente “da Lei”, mas que, ainda assim, não estão em linha com a Mensagem da Graça, tais como: línguas “estranhas” pentecostais, a doutrina do inferno de fogo e sofrimento eternos, estudos futuríveis sobre o Apocalipse de João “em Graça”, o famigerado “cair no poder de Deus”, entre outras anomalias doutrinárias.

 

Há algo que eu sempre digo em nossas transmissões e que vou dizer aqui também: jamais devemos tratar a Palavra de Deus como dogma. Ao contrário, devemos encarar o estudo bíblico como uma ciência. Sim, isso mesmo! Acho importante termos uma visão científica a respeito do Reino de Deus, pois isto nos leva a estarmos sempre abertos aos novos conhecimentos que o Eterno, por meio da revelação de Sua Palavra, quer nos conceder. Quando, por outro lado, dogmatizamos o que está escrito na Bíblia, o conhecimento fica inevitavelmente estagnado.

 

Antes que alguém fique confuso, acho importante explicar que a ideia de “se tornar um vaso de honra” não tem nada a ver com a Salvação que foi predestinada e que é somente pela Graça. Frequentemente recebemos perguntas a respeito disso, pois o que Paulo fala a Timóteo na passagem que citamos na abertura do texto parece contradizer o que ele mesmo ensinou acerca da Eleição e da Predestinação. Assim, para entendermos isto precisamos nos colocar dentro dos respectivos contextos de cada passagem.

 

No capítulo nove da carta aos Romanos, onde Paulo fala da Eleição e da Predestinação (aliás, ele vem tratando destes temas desde o capítulo oito e se estende até o décimo primeiro), ele usa a metáfora dos vasos — para honra e para desonra. Neste contexto, o apóstolo está se referindo aos vasos que não foram feitos “de honra” ou “de desonra” por eles mesmos, mas por Deus. Ou seja, quem determina quem é para honra (Salvação) ou para desonra (perdição) quando o contexto é a Eleição é o Senhor e mais ninguém. A vontade humana, portanto, não prevalece:

 

“E nos predestinou (...) segundo o beneplácito de Sua vontade.” (Efésios 1:5)

 

Isto se dá, porque a Salvação pertence unicamente a Deus e ela, como sabemos, nos foi dada gratuitamente, isto é, sem a necessidade de obras.

 

Por outro lado, quando escreveu a Timóteo, apesar de Paulo também usar a figura dos “vasos”, o apóstolo não está falando que seu pupilo deveria se tornar um “vaso de honra para a Salvação”, pois o contexto não se refere à Predestinação, mas à aprovação para o serviço que deve ser prestado no Reino. Neste caso, em relação à Obra, quem se põe na posição de ser um servo de honra (aprovado) ou de desonra (reprovado) somos nós mesmos, e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho (1ª Coríntios 3:8).

 

Portanto, vale muito a pena nos esforçarmos para conhecer e manejar bem a Palavra da verdade a fim de que sejamos vasos de honra no serviço real de Cristo, aprovados para o honroso trabalho de levar a libertação por meio do conhecimento da Graça a todos aqueles que foram escolhidos desde antes da fundação do mundo para serem da Família eterna de Deus. 

 

 




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