O BATISMO E A LAVAGEM | Ministério Graça sobre Graça

 

  O BATISMO E A LAVAGEM

O BATISMO E A LAVAGEM

Por Cristiano França

 

“[Há] Um só Senhor, uma só fé, UM SÓ BATISMO.” (Efésios 4:5)

 

Não restam dúvidas de que o chamado “batismo de João” (nas águas) já está ultrapassado desde a morte de Cristo na cruz. Podemos afirmar isto, pois o genuíno e definitivo Batismo para a remissão dos pecados foi realizado no Calvário:

 

“Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.” (Romanos 6:3-4)

 

Porém, muitos estranham isto, primeiro por causa da tradição religiosa que ainda atribui às abluções um valor que elas realmente não têm (e, na verdade, nunca tiveram, pois mesmo antes da cruz os batismos nas águas eram simbólicos e não tinham valor real de purificação). Outro fator que confunde os religiosos é o fato de os discípulos de Jesus terem continuado a realizar o batismo de João depois da cruz, no início da Igreja, tanto para a purificação de pecados quanto para ritualizar a iniciação dos novos convertidos. Isto se deu, pois eles batizaram antes da cruz, durante o Ministério terreno de Jesus (João 4:1-2) e, com isso, por não terem recebido a revelação do Verdadeiro Batismo (este entendimento veio através de Paulo, posteriormente), o costume se manteve. Até mesmo o apóstolo Paulo, por influência dos que eram considerados como “colunas” (Gálatas 2:9), durante um tempo, aderiu ao rito de João em seu Ministério. Porém, com a chegada da Revelação da Graça em sua vida, ele logo descartou aquele ritual:

 

“Dou graças a Deus que a nenhum de vós batizei, senão a Crispo e a Gaio; para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome. É verdade, batizei também a família de Estéfanas, além destes, não sei se batizei algum outro. Porque Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho…” (1ª Coríntios 1:14-17)

 

No versículo citado no início deste texto Paulo afirma haver apenas um batismo. Ao constatar isto o apóstolo está dizendo que nós — a Igreja — somos um em Cristo. E por sermos assim, UM SÓ CORPO, nós fomos, todos juntos, batizados de uma só vez na cruz quanto à remissão dos pecados (basta vermos no contexto do capítulo seis da carta aos Romanos — onde Paulo diz que todos fomos batizamos na morte de Cristo — que o apóstolo segue tratando do assunto “pecado” ao longo do capítulo), consequentemente, possuímos o mesmo Espírito em nós e, por isso, temos condições de ter unidade em nossa Fé.

 

Além do Batismo Genuíno, onde fomos livres do pecado para sempre (Romanos 6:3-4; Hebreus 9:26), também ocorre com os eleitos A LAVAGEM do Espírito Santo, que ocorre na mente, quando recebemos a Palavra da Graça:

 

“Não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo. (…) a fim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem da águapela Palavra.” (Tito 3:5; Efésios 5:26)

 

Quando Paulo fala da “lavagem da água, pela Palavra” ele, obviamente, não está se referindo à purificação dos pecados, pois estes já tinham sido aniquilados muito antes de ele escrever a carta aos Efésios. Logo, concluímos que o “lavar pela Palavra” é a limpeza que o Evangelho genuíno faz na mente daqueles que haviam sido batizados na cruz, a saber, as ovelhas.

 

Conclusão: todos os eleitos de Deus, independente de quaisquer circunstâncias, já foram Batizados quanto ao fim do pecado. Porém, somente os que estão submetidos ao genuíno Evangelho da Graça, longe das obras da Lei e das heresias religiosas, receberam A LAVAGEM renovadora do Espírito, isto é, a purificação de seus entendimentos por meio da Palavra da Graça.

 

 




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