MELHORAR O MUNDO: A NOSSA RESPONSABILIDADE | Ministério Graça sobre Graça

 

  MELHORAR O MUNDO: A NOSSA RESPONSABILIDADE

MELHORAR O MUNDO: A NOSSA RESPONSABILIDADE

Por Cristiano França

Instagram: @cfeleito

 

“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.” (Mateus 5:14-15)

 

A “casa” do texto acima é o mundo e os que “estão na casa” são as pessoas que habitam na Terra. E como o texto bíblico acima deixa bem claro, a nossa grande responsabilidade, enquanto luzeiros que somos, é iluminar a vida das pessoas. Infelizmente, porém, a mensagem religiosa mudou esta ideia, pois, baseados em um texto do apóstolo João — que diz que “o mundo inteiro jaz no maligno” (1ª João 5:19) —, eles pregam, através de uma péssima interpretação, que “o mundo é do diabo”. Logo, partindo desta premissa, eles entendem que o povo de Deus não deve “se misturar” com as pessoas que estão fora das congregações ou que comungam de outra fé, a fim de não se “contaminarem”. Este tipo de raciocínio leva a várias outras heresias e posicionamentos absolutamente antipáticos para as pessoas que estão fora do convívio da Igreja, como, por exemplo, a criação de um “condomínio evangélico” (notícia que li há alguns anos que dava conta da criação de um espaço de moradias onde apenas evangélicos poderiam residir).

 

A visão dos tradicionais (leia-se legalistas) é que nós que cremos em Jesus não temos responsabilidades com o mundo, pois este já “pertence a satanás”. Em primeiro lugar, quando diz que “o mundo jaz no maligno” João não está falando de um suposto “diabo” (ser espiritual), pois a palavra “maligno”, no grego, sugere o mal genérico ou maldade. Neste ponto João estava certo, e até hoje o mundo está repleto de perversidade — que é inerente às obras da carne —, mas isto não significa que os eleitos de Deus não tenham o encargo de melhorá-lo.

 

Segundo os legalistas, nós temos apenas que pregar sem maiores preocupações com o que está acontecendo ao nosso redor — e sem nos “misturarmos”, é claro! — para que alguns “aceitem a Jesus” e também se separem do mundo. É evidente que o genuíno Evangelho não defende tal posição. Afinal, antes mesmo de a Graça ser revelada a Paulo, Jesus de Nazaré já havia nos mostrado que o caminho não era nos separarmos do mundo, mas, sim, nos misturarmos e o atrairmos para nós:

 

“Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: ‘Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores’. Entretanto, a sabedoria é justificada pelas suas obras.” (Mateus 11:19)

 

Como podemos ver, Jesus foi acusado pelos religiosos de ser “amigo de pecadores” (notaram alguma semelhança com o que acontece atualmente?), e em momento algum o Senhor negou tal fato, pois realmente Ele frequentava exatamente as rodas daqueles “pecadores” que os religiosos judeus queriam viver separados. Por que Jesus, ao contrário do sistema religioso de Sua época, frequentava aqueles meios considerados nefastos? Não estaria Ele pisando em uma das diretrizes bíblicas mais conhecidas, escrita pelo salmista?

 

“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmos 1:1)

 

A genuína interpretação deste primeiro versículo dos Salmos nos mostra que Jesus, obviamente, estava certo, pois “se deter no caminho dos pecadores” não é conviver com eles; é, na verdade, participar ativamente de suas práticas carnais. E “se assentar na roda dos escarnecedores” é adotar para a sua vida o posicionamento deste grupo (“tomar assento”, neste caso, é assumir a atitude de um escarnecedor). Jesus convivia com estes grupos, mas nunca se deteve no caminho deles e nunca se tornou um escarnecedor. Ao contrário. Jesus os influenciava com Seus ensinamentos e, assim, Ele mudou radicalmente a vida de muitas pessoas para melhor.

 

Devido à falta de conhecimento e aos preconceitos dos religiosos que se dizem cristãos hoje em dia, cabe a nós — conhecedores do genuíno Evangelho da Graça — o papel de iluminarmos o mundo com o conhecimento de Deus e o mudarmos para melhor. Mesmo porque, o mundo não é de nenhum suposto “ser espiritual maléfico”: o mundo é nosso (1ª Coríntios 3:22). Sendo assim, busquemos melhorar aquilo que nos pertence em Cristo Jesus.

 

Somos ABENÇOADOS com todas as bênçãos!

 

 




Voltar