DUAS ALIANÇAS: TUDO NO TEMPO CERTO | Ministério Graça sobre Graça

 

  DUAS ALIANÇAS: TUDO NO TEMPO CERTO

DUAS ALIANÇAS: TUDO NO TEMPO CERTO

Por Cristiano França
(Instagram: cfeleito)

 

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu." (Eclesiastes 3:1)

 

Como podemos constatar claramente no versículo acima, tudo tem o seu tempo. Na questão das obras da Lei não é diferente. Os mandamentos do Antigo Pacto foram dados por Deus no tempo certo para que houvesse o diagnóstico da situação humana e para que a morte determinada pelo Eterno fosse consumada (Gênesis 2:17) ― morte espiritual, é bom frisar, que foi a ruptura completa com o Criador. Por isso Paulo transmitiu o ensinamento abaixo, referindo-se ao período anterior à cruz:

 

“...Deus, que é rico em misericórdia, (...) deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela Graça vocês são salvos.” (Efésios 2:4-5 ― NVI)

 

Por isso também que nós vemos o apóstolo dos gentios dizer o seguinte a respeito do ministério da Lei:

 

“...O ministério da morte, gravado com letras em pedras...” (2ª Coríntios 3:7)

 

“...O ministério da condenação tinha glória, muito mais excede em glória o ministério da Justiça.” (2ª Coríntios 3:9).

 

A Lei e suas obras foram um ministério de morte e de condenação e foi para isto mesmo que Deus as instituiu. Além disso, o Pacto Antigo serviu para conduzir até Jesus Cristo (o último Adão) o povo que viveu debaixo do pecado do primeiro homem:

 

“De modo que a lei se tornou nosso aio, para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados.” (Gálatas 3:24)

 

Assim, o tempo determinado pelo Eterno para a Lei acabou com o advento de Jesus Cristo:

 

“Pois Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê.” (Romanos 10:4)

 

Com o fim da Lei alcançado, Cristo passou a ser a Bússola Perfeita para o povo da Nova Aliança, tornando o Pacto passado (e consequentemente as suas práticas cerimoniais) totalmente obsoleto:

 

“Mas o entendimento lhes ficou endurecido, pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo ele é abolido.” (2ª Coríntios 3:14)

 

A prática das obras da Lei traz maldição à vida de quem as realiza neste Novo Pacto (Gálatas 3:10), pois elas ressuscitam, por assim dizer, a Aliança anterior e, por conseguinte, todas as maldições inerentes àquela época que antecedeu a cruz: pecado, separação de Deus (Gálatas 5:4), condenação etc. Com isso, os mandamentos da Lei (as cerimônias, costumes, imposições e proibições) nos impedem de servir ao Pai de maneira perfeita nesta Nova Aliança. Não é por acaso que Paulo, escrevendo aos Hebreus, disse:

 

“Que é uma parábola para o tempo presente, conforme a qual se oferecem tanto dons como sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que presta o culto; sendo somente no tocante a comidas, e bebidas, e várias abluções, umas ordenanças da carne, impostas até o tempo de reforma. (...) Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno Se ofereceu a Si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo?” (Hebreus 9:9-10 e 14)

 

Está muito claro pelo contexto, onde Paulo se refere ao cerimonialismo judaico imposto até o tempo da reforma (ocorrida no ano 70 com a queda do templo e a destruição de Jerusalém), que as obras da Lei são obras mortas que nos impedem de servir a Deus genuinamente. Ou seja, os verdadeiros servos do Senhor neste Pacto Eterno são aqueles que tiveram suas consciências purificadas de tais obras ― isto é, quem não está mais submetido às práticas oriundas de Moisés, tais como: dízimos, jejuns, sábados, “Santa Ceia”, abluções (que são os batismos nas águas), entre outros.

 

Os que ainda vivem se relacionando com o Antigo Pacto estão “viajando no tempo”, para o passado, para o período do império das trevas. Com isso, estão desobedecendo o tempo certo estabelecido por Deus para as Alianças que Ele firmou com o Seu povo.

 

Jesus nos chamou para servi-lO exclusivamente em Espírito e em verdade. E é somente por meio do conhecimento da Graça que podemos oferecer este serviço ideal ao Reino do Senhor.

 

SOMOS ABENÇOADOS!

 

 




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