DISCIPLINA RELIGIOSA NÃO É TRANSFORMAÇÃO DE VIDA | Ministério Graça sobre Graça

 

  DISCIPLINA RELIGIOSA NÃO É TRANSFORMAÇÃO DE VIDA

DISCIPLINA RELIGIOSA NÃO É TRANSFORMAÇÃO DE VIDA

Por Cristiano França

 

“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a Sua misericórdia nos salvou; pelo lavar regenerador e da renovador do Espírito Santo.” (Tito 3:5)

 

Por ter nascido em um meio religioso (com semanas de vida recebi o batismo na denominação Católica e pouco tempo depois minha mãe se converteu a uma congregação pentecostal) tive a oportunidade de presenciar, não poucas vezes, diversos testemunhos sobre a suposta “transformação de vida” ocorrida a partir da conversão à visão evangélica. Ao proferirem seus depoimentos, os irmãos quase sempre se referiam às práticas que tinham antes de se converterem — práticas que, muitas vezes, não apresentavam nada de negativo, tais como: ir à praia, frequentar cinemas e teatros, ir a festas sem cunho “cristão”, jogar futebol com os amigos, entre outras. É bem verdade que a disciplina religiosa até pode trazer benefícios. Por exemplo: ainda que não traga NENHUMA consequência no que tange as conquistas espirituais que Jesus já nos atribuiu, o hábito de fumar é algo péssimo para a nossa saúde. Assim, quando alguém, por motivações religiosas, deixa os cigarros de lado considero isto algo positivo, ainda que a motivação para abandonar o fumo seja errada (como o medo de “perder a Salvação eterna”, por exemplo). Afinal, ninguém deve abandonar o fumo (ou qualquer outro hábito ruim) por medo de Deus arranca-lhe a vida eterna ou coisa que valha, mas, sim, por uma convicção legítima.

 

As pessoas têm uma visão muito distorcida do que é a genuína mudança que o Espírito implementa em nós quando recebemos a Sua Palavra. Mudar o tipo de roupa que veste, deixar de frequentar um ambiente considerado “mundano” pelos religiosos, não falar palavras de baixo calão, se tornar um prosélito de uma religião, ter aparência de piedade, entre outros tipos de postura religiosa não significa que a pessoa teve uma real transformação, ainda que algumas mudanças sejam positivas. Quando observamos o que a Palavra fala dos religiosos temos uma bela visão de que aparência não tem nada a ver com mudança de vida:

 

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!, pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.” (Mateus 23:27-28)

 

“Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” (2ª Timóteo 3:5)

 

“As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum contra a satisfação da carne.” (Colossenses 2:23)

 

Como se pode claramente constatar nos textos bíblicos acima, mudar a aparência física ou passar a ter uma postura moldada por diretrizes religiosas não tem nada a ver com ser genuinamente transformado pelo Espírito Santo de Deus. Como Paulo explicitou no versículo que usamos no início do texto, o Espírito do Senhor nos salvou lavando-nos com Seu lavar renovador e regenerador. E esta lavagem é feita por meio da Palavra do Evangelho (Efésios 5:26) que nos leva a aprender a termos boas obras. Vejamos o contexto do versículo inicial:

 

“Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que creem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens. (...) os nossos aprendam também a aplicar-se às boas obras, nas coisas necessárias, para que não sejam infrutuosos.” (Tito 3:8 e 14)

 

A verdadeira transformação oriunda do Espírito se manifesta em nós por meio da revelação da Palavra da Graça e nos molda de dentro para fora, a saber: nos torna pessoas melhores, aplicadas às boas obras e frutíferas para o Reino de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

 




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