DEVEMOS OU NÃO FAZER A NOSSA PARTE? | Ministério Graça sobre Graça

 

  DEVEMOS OU NÃO FAZER A NOSSA PARTE?

DEVEMOS OU NÃO FAZER A NOSSA PARTE?

Por Cristiano França
(Instagram: cfeleito)

 

“Porque pela Graça sois salvos (…); e isto não vem de vós (…) Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8-9)

 

Sem sombra de dúvidas, a resposta para a pergunta do tema deste texto depende do que temos em mente quando o assunto é fazer a nossa parte. Se para você o “fazer a nossa parte” está relacionado com a conquista da Salvação eterna, te aconselho a rever os seus conceitos. Afinal, como podemos constatar nos versículos iniciais, a nossa Salvação não vem das obras! Ou seja, nada que nós fazemos em termos de obras é responsável pela nossa Salvação eterna. Se nós somos salvos para sempre — e todas as ovelhas são —, é pela Obra que Jesus Cristo fez na cruz (e que nos foi atribuída gratuitamente) e não por qualquer prática humana. Paulo deixa bem claro:

 

“Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.” (Romanos 11:6)

 

Respondendo diretamente à pergunta do tema: sim, nós temos que fazer a nossa parte; mas não para buscarmos a Salvação ou para angariarmos qualquer outro tipo de privilégio no que se refere à nossa posição espiritual diante do Pai. Deste modo, surge a questão: se os salvos já estão salvos para sempre, se tudo já está consumado, se a nossa situação diante do olhar de Deus independe de nossas obras, o que ainda precisa ser feito? O que significa, neste caso, “fazer a nossa parte”?

 

Segundo o apóstolo Paulo a Igreja tem um chamado à evolução nesta vida terrena:

 

“E Ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, (…) tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo.” (Efésios 4:11-12)

 

Como podemos ver neste texto bíblico, há uma “obra do ministério” a ser realizada. Fazer a nossa parte é justamente realizar esta obra ministerial do Reino de Deus. O corpo de Cristo precisa ser edificado e isto só acontecerá se nós realizarmos aquilo que está proposto pela Palavra.

 

A principal vocação da Igreja no mundo é influenciá-lo com a mensagem do Evangelho (isto é, temperá-lo e iluminá-lo):

 

“Vós sois o sal da terra. (…) Vós sois a luz do mundo.” (Mateus 5:13-14)

 

Mas para que as pessoas que compõem a Igreja comecem a influenciar o mundo, elas precisam antes se reconhecer como Igreja. E isto só ocorre por meio da pregação da Palavra. No caso, este é um exemplo de obra que ainda precisa ser feita:

 

“Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14)

 

É fácil notarmos que há ainda uma grande obra a ser realizada por nós que já tivemos a iluminação do entendimento. Quero reforçar que realizar esta obra não tem nada a ver com buscar a Salvação eterna, completar a Obra de Cristo (como se a Obra de Salvação do Senhor não tivesse sido consumada) ou algo parecido. Nós fazemos a obra do Eterno porque, por meio da revelação da Palavra, já entendemos o nosso chamado e, consequentemente, a necessidade que o Reino tem de avançar. Isto, sem falar de algo que nos move poderosamente: o amor e a gratidão que possuímos no coração por tudo que o Senhor fez por nós.

 

Assim sendo, façamos a nossa parte! Busquemos nossa colocação no Reino do Senhor e lutemos pelo Seu avanço no mundo. Jesus já consumou Sua Obra no que se refere à nossa Redenção eterna, mas o Obra do Seu Reino (o ato de influenciar do mundo com a Palavra) precisa ser feita. Por isso vistamos a camisa da Graça, a fim de que vidas sejam libertas e, por sua vez, tornem-se novos instrumentos de libertação.

 

Deus já nos abençoou!

 

 

 




Voltar