AS VERDADEIRAS MÚSICAS DO MUNDO | Ministério Graça sobre Graça

 

  AS VERDADEIRAS MÚSICAS DO MUNDO

AS VERDADEIRAS MÚSICAS DO MUNDO

Por Cristiano França

 

“Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.” (1ª Coríntios 2:12)

 

Sinceramente eu não sei como o conceito de “música do mundo” (ou “música secular”) surgiu no meio do sistema evangélico, principalmente no Brasil. Mas a origem dessa maldição pouco importa. O que mais me impressiona é como as pessoas se envolvem com este tipo de doutrina absolutamente cretina — que não possui nenhum respaldo bíblico —, não questionam e nem procuram ver ao menos alguma lógica em certos conceitos que as suas lideranças religiosas criam.

 

Como muitos já sabem, desde a minha infância eu fui um religioso evangélico muito envolvido, rigoroso e compromissado com as práticas das denominações que pertenci, tanto na época de pentecostal quanto — e até mais ainda — na época em que fui um batista tradicional. No entanto, uma coisa que eu nunca abri mão foi de ouvir as músicas que eu gostava, independente do cunho delas. É claro que eu ouvia mais músicas “evangélicas”, mas eu também sempre ouvi (escondido, é bem verdade) as músicas chamadas de “mundanas”, pois, mesmo ainda não conhecendo a Palavra da Graça e consequentemente sem viver a liberdade que esta proporciona, eu não via lógica alguma em demonizar as canções entoadas por músicos não evangélicos.

 

Não posso negar que, apesar de à época já não ver nexo na proibição das “músicas mundanas” por parte das denominações que pertenci, eu sentia uma grande condenação sobre a minha vida ao ouvi-las. É a famosa má consciênciaimposta pelas religiões de maneira geral. Aliás, a maioria dos credos subsiste exatamente através deste artifício, a saber: a religião impinge o problema nas pessoas (a consciência de pecado, por exemplo) e depois quer vender a ideia de que ela mesma é a “solução” do problema que criou — e sempre consegue vender, o que é pior!

 

Entendo que o conceito de “música do mundo” vem do raciocínio de que se a canção não foi feita para louvar a Deus, ela “não veio do céu”; logo, é mundana. Contudo, esse conceito é tolo, primeiro porque toda música é feita no mundo, seja direcionada a louvar a Deus ou não. Assim sendo, toda música é, por definição, “do mundo”. Em segundo lugar, porque nem tudo que não é direcionadoespecificamente ao louvor ao Eterno é necessariamente ruim. Se assim fosse, nós não poderíamos desfrutar de quase nada que há nesta vida, já que a maioria das coisas que fazem parte de nosso viver terreno não foi feita com o necessário intuito de exaltar o Altíssimo.

 

O “espírito do mundo” que vemos no versículo citado no início do texto é a forma como o apóstolo Paulo se referia às doutrinas, ideias e filosofias que, de fato, não tinham respaldo na genuína Palavra de Deus (ou seja, o Evangelho da Graça). Temos, inclusive, uma pregação que fala sobre isto detalhadamente (é a nossa mensagem em áudio n.º 231 — “O espírito do mundo”). Deste modo, posso afirmar sem medo de errar que a grande maioria das chamadas “músicas evangélicas” ou “músicas católicas” (ou “gospel”, como está na moda) são as verdadeiras músicas do mundo, uma vez que suas letras não cantam as verdades do Evangelho da Graça. Logo, elas refletem ideias que têm como base não a sabedoria de Deus, mas, sim, o espírito que vem do mundo. Exemplos:

 

1) “Que não passe de nós o Seu Espírito…” (O Espírito do Senhor jamais sairá de nós)

 

2) “Leva-me além do véu…” (Só está antes de véu quem está debaixo da Lei. Nós estamos em Graça, depois do véu)

 

3) “Entra na minha casa, entra na minha vida…” (O Eterno já está em nossas vidas)

 

4) “Purifica-me, ó Senhor Jesus / Purifica-me no Teu sangue…” (O Senhor já nos purificou em Seu sangue de uma vez por todas na cruz)

 

Infelizmente o povo do Senhor está totalmente envolvido na idolatria aos cantores gospel, cantando todo esse lixo que chamam de “louvor” e deixando de desfrutar de tantas músicas maravilhosas que existem fora dos ambientes eclesiásticos.

 

É uma pena.




Voltar