AS OBRAS DA LEI E O SERVIÇO NA NOVA ALIANÇA | Ministério Graça sobre Graça

 

  AS OBRAS DA LEI E O SERVIÇO NA NOVA ALIANÇA

AS OBRAS DA LEI E O SERVIÇO NA NOVA ALIANÇA

Por Cristiano França

 

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu." (Eclesiastes 3:1)

 

Como podemos constatar claramente no versículo acima, tudo tem o seu tempo. Na questão das obras da Lei não é diferente. Os mandamentos do Antigo Pacto foram dados por Deus no tempo certo para que houvesse o diagnóstico da situação humana e para que a morte determinada pelo Eterno fosse consumada (Gênesis 2:17) ― morte espiritual, é bom frisar, que foi a ruptura completa com o Criador. Por isso Paulo disse:

 

“...Deus, que é rico em misericórdia, (...) deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos.” (Efésios 2:4-5 ― NVI)

 

Por isso também que nós vemos o apóstolo dos gentios dizer o seguinte a respeito do ministério da Lei:

 

“...o ministério da morte, gravado com letras em pedras (...) o ministério da condenação tinha glória, muito mais excede em glória o ministério da justiça.” (2ª Coríntios 3:7-9).

 

A Lei e suas obras foram um ministério de morte e de condenação e foi para isto mesmo que Deus as instituiu. Além disso, o Pacto Antigo serviu para conduzir até Jesus Cristo o povo que viveu debaixo do pecado do primeiro homem:

 

“De modo que a lei se tornou nosso aio, para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados.” (Gálatas 3:24)

 

Assim, o tempo determinado pelo Eterno para a Lei acabou com o advento de Jesus Cristo:

 

“Pois Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê.” (Romanos 10:4)

 

Com o fim da Lei alcançado, Cristo passou a ser a Bússola Perfeita para o povo da Nova Aliança, tornando o Pacto passado (e consequentemente as suas práticas cerimoniais) totalmente obsoleto:

 

“Mas o entendimento lhes ficou endurecido, pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo ele é ABOLIDO.” (2ª Coríntios 3:14)

 

A prática das obras da Lei traz maldição à vida de quem as realiza neste Novo Pacto (Gálatas 3:10), pois elas ressuscitam, por assim dizer, a Aliança anterior e, por conseguinte, todas as maldições inerentes àquela época que antecedeu a cruz: pecado, separação de Deus (Gálatas 5:4), condenação etc. Com isso, os mandamentos da Lei (as cerimônias, costumes, imposições e proibições) nos impede de servir ao Pai de maneira perfeita nesta Nova Aliança. Não é por acaso que Paulo, escrevendo aos Hebreus, disse:

 

“Que é uma parábola para o tempo presente, conforme a qual se oferecem tanto dons como sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que presta o culto; sen-do somente, no tocante a comidas, e bebidas, e várias abluções, umas ordenanças da carne, impostas até um tempo de reforma. (...) Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espí-rito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo?” (Hebreus 9:9-10 e 14)

 

Está muito claro pelo contexto, onde Paulo se refere ao cerimonialismo judaico imposto até o tempo da reforma (ocorrida no ano 70 com a queda do templo e a destruição de Jerusalém), que as obras da Lei são obras mortas que nos impedem de servir a Deus genuinamente. Ou seja, os verdadeiros servos do Senhor neste Pacto Eterno são aqueles que tiveram suas consciências purificadas de tais obras ― isto é, quem não está mais submetido às práticas oriundas de Moisés, tais como: dízimos, jejuns, sábados, “Santa Ceia”, abluções (que são os batismos nas águas), entre outros.

 

Jesus nos chamou para servi-lO não por meio das obras mortas da Lei, mas, sim, em Espírito e em verdade. E é somente por meio do conhecimento da Graça que podemos oferecer o serviço ideal ao Reino do Senhor.

 

 




Voltar