AS GENUÍNAS MOTIVAÇÕES PARA CULTUARMOS A DEUS | Ministério Graça sobre Graça

 

  AS GENUÍNAS MOTIVAÇÕES PARA CULTUARMOS A DEUS

AS GENUÍNAS MOTIVAÇÕES PARA CULTUARMOS A DEUS

Por Cristiano França


"CHEGUEMO-NOS COM VERDADEIRO CORAÇÃO, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência, e o corpo lavado com água limpa." (Hebreus 10:22)

 

DURANTE MUITOS ANOS eu busquei cultuar a Deus sem me perguntar por que eu ia às reuniões das igrejas que eu pertenci no sistema religioso. Como eu praticamente nasci em berço evangélico, desde cedo fui acostumado a ir às reuniões e este processo se tornou uma simples rotina para mim. Quando paro para pensar naqueles tempos, realmente não me recordo de ter em mente um anseio genuíno de cultuar ao Eterno.

 

Certamente, devido aos ensinos equivocados do sistema religioso, os nossos irmãos que estão submetidos às religiões “cristãs” acabam não tendo em seus corações o desejo genuíno de tributar um culto ao Senhor Jesus Cristo e buscam se reunirem com diversos outros intentos que não exaltar ao Pai de nossos espíritos e receber dEle, em contrapartida, o alimento espiritual que Ele nos provê por meio de Sua Palavra.

 

As pessoas vão às reuniões de suas denominações com diversos motivos no coração, mas, na maioria dos casos, a motivação não tem o desejo de colocar Jesus no centro de suas vidas, exaltá-lO acima de todas as coisas e receber dEle a genuína revelação de Sua Palavra.

 

Vejamos a seguir alguns desses motivos errôneos:

 

1) BUSCAR A PROSPERIDADE FINANCEIRA.

 

Devido aos ensinos da famigerada “teologia da prosperidade” (doutrina maldita que tem se espalhado pelo mundo e que faz o povo de Deus priorizar os bens e conquistas materiais em detrimento da visão espiritual), muitas pessoas têm buscado se reunir para tentarem alcançar conquistas materiais através das tais “campanhas” (ou “correntes”). Durante muitos anos eu pertenci a uma dessas denominações “correnteiras” e me lembro perfeitamente da grande preocupação das pessoas em não perderem as “correntes”, pois, caso contrário (segundo ensinavam os líderes), elas “não seriam abençoadas”. É importante frisar que praticamente não havia preocupações com a pregação; esta era apenas um mero detalhe e sempre era, tão somente, uma preparação para as correntes que, no caso da denominação que pertenci, sempre vinham depois do sermão.

 

2) BUSCAR A SALVAÇÃO ETERNA.

 

Muitos também iam se reunir com o intuito de cumprirem apenas um ritual, como se cultuar a Deus fosse um requisito para alcançar a Salvação de seus espíritos. Este tipo de pensamento era fomentado, claro, através do medo implantado pelos líderes que vociferavam a possibilidade de se "perder a Salvação" caso a pessoa fosse encontrada em casa quando "Jesus voltasse". Assim, muitos não iam às reuniões pelo prazer de estarem juntos com os irmãos e de receberem o conhecimento da Palavra de Deus, mas pelo medo de “não irem para o céu”.

 

3) ENTRETENIMENTO E SOCIALIZAÇÃO.

 

Uma coisa que vemos muito hoje em dia é a busca incessante das pessoas que se dizem “servas de Deus” pelo entretenimento e pela vida social nas congregações. Na verdade, esta não é uma prática atual, pois eu já percebia isto claramente nos tempos em que fui da denominação Batista. Por isso que vemos as denominações investindo pesado em mensagens de altoajuda, shows gospel, festas etc.

 

Quando nos reunirmos como Igreja devemos ter em mente as genuínas motivações, a saber:

 

1) Oferecer a Deus o nosso Culto Racional.

 

"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional." (Romanos 12:1);

 

2) Cumprir o genuíno chamado da Igreja que é se reunir numa única forma de pensar, a fim de que, juntos, exaltemos a Deus acima de tudo e de todos em nossos corações e sejamos edificados através do recebimento da revelação da Graça.

 

"Que fareis pois, irmãos? QUANDO VOS AJUNTAIS, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação." (1ª Coríntios 14:26)

 

"Completai o meu gozo, para que tenhais O MESMO MODO DE PENSAR, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa." (Filipenses 2:2)

 

3) Colocar os nossos pensamentos presos à obediência de Cristo.

 

"Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo O PENSAMENTO À OBEDIÊNCIA DE CRISTO." (2ª Coríntios 10:5)

 

 

 




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